Conheça a história do municipio

A Fundação

 

A Estrada de Ferro, ao cortar Santa Catarina, acompanhou as margens do Rio do Peixe e em 10 de Setembro de 1910 foi oficialmente instituída uma parada pela construtora com o objetivo de dar assistência aos trabalhadores. A referida parada de trem no Km 742 (marco geográfico que a construtora utilizava) tinha como ponto de referência, " Lá onde o Rio Bonito" (devido as belas paisagens formadas pela grande curva do rio). Dentre os primeiros moradores fixados em Rio Bonito ( antes mesmo de construída a ferrovia ) pode-se citar:

- José Antônio Leitão, (1º morador) de nacionalidade Portuguesa, vindo de Lisboa com aproximadamente 41 anos e 4 filhos. Instalou em Rio Bonito uma sapataria, um empório e uma loja de tecidos. Construiu várias casas (para sua família e empregados) instalou um correio que funcionava na sua própria casa (onde hoje é o hotel Rio Bonito).

- José Thomas da Igreja, também português e comerciante, veio a convite de José Antônio Leitão, instalou a primeira casa comercial de Rio Bonito junto aos trilhos onde hoje é a Adegas (Cantina) Casa Grande.

Rio Bonito foi a única cidade do Vale do Rio do Peixe aonde os portugueses foram os primeiros moradores. Como 1ºs moradores destacan-se ainda Candido Leitão, irmão de José Antônio Leitão, e Manuel Ferreira Bastos, também português. Chegou em 1913 a Rio Bonito como mestre de linha.

A guerra do contestado (1912-1916) desencadeada na região, inibiu o crescimento de Rio Bonito.

Em 1918 José Antônio Leitão vendeu a Augusto Piccoli uma área de terras que juntamente com seu inmão Raimundo Piccoli demarcaram o quadro da futura vila, abriram estradas, construíram pontes, montaram pequenas indústrias através da Empresa Colonizadora Piccoli e Canduro atraindo para Rio Bonito levas de colonos e empresários que na grande maioria oriundos do Rio Grande do Sul, e eram italianos que colonizaram as terras da margem esquerda do Rio do Peixe. A instalação da colônia Alemã deu-se na margem direita do Rio do Peixe, até Sede Dona Alice através da União Colonizadora Sul Brasil representados por Alberto Schimidt e Petry.

Curiosidades sobre o pássaro “Tangará”

Em 1943, a troca do nome de Rio Bonito em virtude da existência da Comarca de Rio Bonito, no Estado do Rio de Janeiro, homônimo que tinha prioridade no país,  para Tangará foi motivo de descontentamento da população da época, uma vez que o pássaro tangará não existia na região. Passou-se a justificar o nome em função da índole alegre e festeira dos habitantes de Rio Bonito, para os quais todos os acontecimentos eram motivos para reuniões dançantes, cantorias e muita festa. O tangará (ave), também chamado de “fandangueiro”, tem o peculiar hábito de em grupos de oito a dez pássaros executar uma bela e curiosa coreografia, sempre acompanhado do canto estridente de um deles, o maestro.

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Prefeitura Municipal de Tangará.